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Met Breuer

MetBreuerNova Iorque não é a nossa Meca e nem sequer a nossa cidade.
Não sonhamos com quando lá voltar, embora saibamos que lá voltaremos.
É um lugar que é quase um não-lugar, onde milhões de pessoas se cruzam e onde sabemos que há um belíssimo hotel, há dos melhores museus (ou pelo menos das melhores colecções) do mundo (e que nasceram com essa ambição, de fazerem frente aos melhores museus do mundo, que não eram, definitivamente, lá), há o Central Park, que é um paraíso no meio daquela cidade e há tudo o que é novo (ainda que, hoje em dia, isso já comece a ser relativo).
Mas há qualquer coisa de um charme que lhe falta para nos encantar como encantaram outras cidades.
Só algumas das melhores obras de arquitectura, que fazem parte do imaginário da história do mundo, nos deixam tentados a revê-las. E dessas faz parte o edifício do Metropolitan, ainda que em Beaux-Arts, que nos deixa reduzidos, também com o seu conteúdo, perante a grande obra do Homem (tanta ênfase foi exagero?).
E dessas também faz parte o edifício do mestre modernista Marcel Breuer (numa parceria com Hamilton Smith), que recebeu o Whitney Museum até 2014 e que agora vai receber a secção moderna e contemporânea do Metropolitan, assumindo o nome do seu arquitecto (à maneira do eficaz marketing americano!): The Met Breuer (e até explicam que se lê “BROY-er”…).
Não podíamos ficar mais felizes e não podia ser uma melhor razão para voltar a Nova Iorque. É verdade que, de quando em vez, tem que ser.
(imagens: edifício do futuro Met Breuer (1966), de Marcel Breuer com Hamilton Smith; fachada do Metropolitan Museum of Art (1902) de Richard Morris Hunt; entrada do futuro Met Breuer; duas primeiras exposições do Met Breuer)
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New York is not our Mecca, nor even our city.
We don’t dream about when to go back there, although we know that we will.
It is a place that is almost a non-place, where millions of people pass by and where we know: that there is a gorgeous Starck hotel; that there are the best museums (or at least the best collections) in the world (that were born with that ambition: to be the best museums in the world); that there is the Central Park, that is a paradise in the middle of the city; and that there is everything that is new (although, today, it already begins to be subjective).
There is something missing in New York, a charm that delights us in other cities.
But some of the best architectural works, which are part of the history of the world, tempts us to review it. Into those is the Metropolitan Museum building, even if in Beaux-Arts style, it makes us feel small if front of that mankind œuvre and its content.
Also into those is the modernist master Marcel Breuer building (in a partnership with Hamilton Smith), who hosted the Whitney Museum until 2014 and will now receive the modern and contemporary program of the Metropolitan, taking the name of its architect (in the effective way of the American marketing): The Met Breuer (the accent is explained: “BROY-er” …).
We could not be happier and could not have a better reason to go back to New York. It is true that from time to time, it has to be.
(images: future Met Breuer building (1966), by Marcel Breuer with Hamilton Smith; façade of the Metropolitan Museum of Art (1902) by Richard Morris Hunt; entrance of future Met Breuer; first two exhibitions at the Met Breuer)MetropolitanMusemBuildingMetBreuer_3NasreenMohamedi_MetBreuerUnfinished_MetBreuer

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