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Design, objects, material culture and stuff.

Portugal por Dizegn

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O ano está quase a acabar, mas não o ano do calendário, que esse ainda vai ter muito que contar. Falamos do Ano do Design Português, segundo o Governo Português, que também é o Ano do Carneiro, segundo o calendário chinês, o Ano da Luz, segundo a UNESCO, o Ano dos Solos, segundo as Nações Unidas e o Ano do Hip Hop, segundo o USA Today.
Nunca duvidámos da “excelência”, segundo Jorge Silva, dos designers portugueses. Do que duvidámos (ou, sem o acento, duvidamos) foi da excelência do mercado português, onde incluímos o público comprador, com a capacidade financeira e o gosto que lhe conhecemos, e os empreendedores de design, com a fome de instantâneo que lhes é habitual.
É neste cenário a que assistimos calados aos eventos do design, dentro e fora do Ano do Design, com o cruzar de pedras, cada vez menos silencioso, que vai caindo nas sopas. E calados, porque o mundo é muito grande.
Já aqui referimos vagamente a colecção Design Português, só para dar conta desta e da sua edição com o Público. Mas ficámo-nos por aí.
Não nos interessaram mais sites, prémios nem exposições no Brasil.
Talvez porque os livros, que ficam, é que nos interessam.
E é de mais um que vimos agora dar conta: Portugal by Design.
É um retrato da vitalidade, já conhecida, do design gráfico nacional e da vontade de fazer dos designers de equipamento, arquitectos e demais.
A criatividade, seleccionada por Jorge Silva, em oposição a um levantamento real, como foi feito outrora na exposição Ordem de Compra (2011; ExperimentaDesign, programação Palácio de Quintela), que cumpriria melhor com uma campanha oficial.
(e notamos a falta dos vencedores dos Prémios do Ano do Design Português, com cheirinho a Centro Português de Design)
Ficamos sem conhecer os contextos da dita criatividade, mas cumpre-se a utilidade de mais uma Time Capsule, cujo conteúdo fica datado, mas a utilidade e preservação serão ditadas pelo tempo.
“(…) Quase parece impossível como chegámos a tanta excelência, dadas a resilientes iliteracias ideológicas, financeiras e culturais coladas à nossa pele à tanto tempo. Flutuando entre o artesanato e a indústria, o design português, mercê do investimento do ensino público e privado e da visão e tenacidade dos seus protagonistas, que incluem também professores, curadores, ensaístas e empresários, tem hoje massa crítica, maioridade criativa, rejeita tutelas corporativas e, de olhos nos olhos com o mundo, está pronto para o que der e vier.”
A ironia fina de Jorge Silva, que quase sempre merece o nosso aplauso, num dos textos introdutórios do livro Portugal by Design.
(imagens: selecção de páginas de Portugal by Design, uma edição do Ano do Design Português com curadoria e imagem de Jorge Silva/ Silva! Designers)
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The year is almost over, but not the calendar year. That will still have much to tell. We speak of the Portuguese Design Year, according to the Portuguese Government, which is also the Year of the Sheep according to the Chinese calendar, the Year of Light, according to UNESCO, the Year of Lands, according to the United Nations and the Hip Hop Year, according to USA Today.
We never doubted the “excellence,” according to Jorge Silva, of the Portuguese designers. What we doubted (or still do) was the excellence of the Portuguese market, which includes the public, with the financial capacity and the taste that we know, and the design entrepreneurs, with a hunger for instantaneous.
In this context we have assisted silently to the design events, inside and outside of the Portuguese Design Year.
We have already referred to the Portuguese Design collection, only to realize it. But that was all.
We haven’t been interested in more websites, awards or exhibitions in Brazil.
Perhaps because the books, that are forever, are what interest us.
And it’s one more that we talk about now: Portugal by Design.
It is a picture of vitality, already known, of the Portuguese graphic design and the will of the equipment designers, architects and others.
Creativity, selected by Jorge Silva, as opposed to a real world, as was done previously on the Ordem de Compra (exhibition at Palácio Quintela, 2011), that would fulfill better an official campaign.
(and we also note the lack of the winners of the Portuguese Design Year Awards)
We won’t know the settings of said creativity, but it fulfills the usefulness of another Time Capsule whose content is dated, but the utility and preservation will be dictated by time.
(photos: selection of pages from Portugal by Design book, an edition of the Portuguese Design Year curated and designed by Jorge Silva / Silva! Designers)
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This entry was posted on September 27, 2015 by in Design, Livros and tagged .
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