Choose Royal

Design, objects, material culture and stuff.

Mude-se

Parece que o MUDE está mesmo aí para substituir o museu expulso.
Quem o quis ver já pôde ter um preview (a partir de) hoje nas bancas.
A publicação vem aproximar o futuro museu de novos públicos, está à venda em todo o lado (pudemos comprar num qualquer quiosque da Baixa) e custa € 5.
Para além de nos voltar a mostrar algumas das obras da Colecção Francisco Capelo, que compõe o Museu do Design e da Moda, é uma viagem de Bárbara Coutinho (a directora) pelos séculos XX e XXI em 5 capítulos: Luxo e Encomenda; Optimismo e Bom Design; Consumo e Contracultura; Depois das Ideologias e Agora o Design é Global.
Um exemplar com produções de moda intemporais, objectos de desejo e documentos coleccionáveis a ilustrar tudo isto.
Conta ainda com contribuições de especialistas (modéstia à parte) destas coisas, onde nos incluímos a falar de Royals como os irmãos Bouroullec, os Eames, Ettore Sottsass, Gio Ponti ou Joe Colombo.
Na 6ª feira a exposição Ante-estreia, Flashes do MUDE abre no futuro espaço do museu (Rua Augusta, 24) e vamos matar saudades do privilégio que tínhamos no CCB, de sermos um dos poucos países do mundo a ter um museu do design (e agora da moda).
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7 comments on “Mude-se

  1. Anonymous
    May 20, 2009

    🙂 Já comprei… e só por sua causa!

    PF

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  2. Luis Royal
    May 20, 2009

    mas percebeu que tem muitas mais coisas que valem a pena, claro!
    de qualquer modo: obrigado!

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  3. Já comprei e confesso que apesar de ter as maiores expectactivas relativa ao MUDE e de até gostar do que conheço da colecção (só a parte de design)achei o catálogo completamente desinteressante. A formula é gasta, a organização cronológica muito questionável e até o formato e grafismo achei totalmente desinteressante para não dizer antipático. a parte de moda, bem não percebendo muito de moda femenina, se a colecção se se vai ficar por ali (leia-se alta costura e moda=roupa de gaja)e as leituras em torno das pessas serão estas, estamos bem amanhados.Em matéria de moda, são confrangedoras as lacunas relativas à década de 90 e primeiros anos do sex XXI e alguns erros, tais como a HM ser uma marca espanhola.

    Tirando o texto da Droog, que discordo em absoluto, os seus fazem boa figura.

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  4. Luis Royal
    May 23, 2009

    caro poor guy,
    muito lhe agradecemos a parte que nos cabe, muito embora não tenhamos percebido com que é que discorda em absoluto no “texto da droog”.
    se bem terá percebido, o “catálogo” não pretende ser um catálogo, mas sim uma aproximação de públicos à colecção e ao museu, de tal forma que a organização é feita à maneira do que poderia ser uma proposta curatorial, ou de catálogo, mas é ilustrada com produções e encenações que dão destaque à colecção de moda e ainda com outras imagens que contextualizam as propostas da colecção. editar outro tipo de catálogo nesta altura não faria sentido, mas há uma óptima edição (“luxo, pop e cool”) de catálogo da colecção, desactualizado, é certo, feita com esse sentido.
    “antipático e desinteressante” é uma opinião. esperamos que os 8000 exemplares já vendidos não caiam nas mãos da mesma opinião. o que esta peça pretende é um spread the word deste universo de design, e de fazê-lo em português de uma forma que as pessoas possam desejar conhecer.
    claro que também teríamos comentários a fazer (e fazêmo-los) mas estamos muito contentes com o resultado.
    em relação à colecção de moda: não podemos opinar. ainda estamos a entrar dentro disso, mas mesmo assim preferimos ficar à porta. mas sem dúvida que qualquer colecção se completa, e errado seria se as aquisições não fossem as certas.
    há tantas coisas que gostávamos de ver integrar a colecção de design, mas havemos de lá chegar.
    passe por lá, que é aqui ao pé.

    bem haja.

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  5. Já fui e já está comentado lá em cima.

    Quanto à droog terá que ficar para outra conversa, mas para que não fique no ar, pense que a memória dos objectos só advém do uso dos objectos e que os conçeitos nem servem para nos sentarmos em cima nem para deles criarmos memórias. a sua função é outra.

    Para além disso todas as peças que conheço resultantes de uma coisa que é a Droog que nem sei se quer ser movimento, se quer ser cooperativa de designers, se outra coisa qualquer, se alguma coisa têm, é apenas a qualidade de muito bem representarem o seu próprio paradoxo.

    Nada conheço menos global que a droog, mais elistista e mais repassadamente pós modernista. Até parece que falido o pós modernismo em todas aas áreas, há um grupo de designers que não deu por isso e desatou furiosamente a tentar encontrar a todo o custo um estatuto próprio em torno dos seus problemas de identidade profissional. Mas acho que isto já aconteceu algures no final do seculo XIX, quando os arquitectos tomaram consciência da noção de classe profissional. São dores de crescimento, passada a adolescência tudo passa.

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  6. Não querendo ser chato, mas não resistir.

    (retirado do site da droog)

    “Droog values what it means to be human, with subjectivity, notions of beauty and meaning, and desire for high quality experiences at its core. Droog stands for a luxury of content rather than luxurious materials. Whether it is authenticity, humour, slowness, affordability, or nature, the abundance of what is scarce has always been our luxury.”

    Valor é algo que apesar de abstracto é central, e que nos guias para acções concretas. Diga lá que não adora a coerência destes valores com os produtos da Droog.

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  7. Luis Royal
    May 26, 2009

    caro poor guy,
    a memória pode ser utilizada num sentido colectivo. claro que todos temos mais memórias, mesmo que apenas visuais, das realidades com que lidamos mais frequentemente. os conceitos são para nos fazerem pensar e passarmos para outra dimensão do objecto.
    os conceitos/memórias a que se refere são precisamente isso: uma ironia à ideia moderna do módulo, com uma transgressão escultórica e anti-funcional assumida, utilizando citações que são objets-trouvés, mais memórias, portanto.
    a droog, se começou por ser uma associação, é uma notável marca, e é isso que mais nos interessa, pela forma como contagiou a maneira de criar cultura material. ao contrário da sua vontade, esperemos que não passe, muito embora não tenhamos vindo a ser surpreendidos por estes nos últimos tempos. e olhe que o sucesso da droog deve ser prova de qualquer coisa.
    não percebemos a incoerência… mas temos a certeza de que nos vai explicar.
    obrigado e gostamos de o ver assim!
    a gerência.

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This entry was posted on May 18, 2009 by in Design, Lisboa, Museus, Revistas and tagged .
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